Apertar botão é fácil
To de mudança!

Aproveitando que eu estou mesmo me mudando de endereço, resolvi mudar de endereço na internet também. Todos os esquemas de iluminação agora serão postados em:

www.leoneves.net

Os que já estão aqui não vão a lugar nenhum. Mas novos posts a partir de hoje, só no blog.

Abraço!

Entrevista Transcultura (Segundo Caderno, O Globo)

Na última sexta feira, dia 13, deu no jornal O Globo minha entrevista ao Transcultura, no Segundo Caderno, onde pude falar um pouco sobre a exposição “Heterogêneo - um retrato da diversidade”.

Pra quem não pode ler, a entrevista completa, por Alice Sant’anna:

“Olhos nos olhos na Parada do Orgulho LGBT

A exposição leva o nome ‘Heterogêneo - um retrato da diversidade’, mas bem poderia se chamar ‘Olhos nos olhos’. É o que o fotógrafo carioca Leo Neves, de 26 anos, explica sobre a mostra que está em cartaz no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), no Centro do Rio, até o dia 13 de maio. Neves, que registrou em torno de 200 pessoas na Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas Gays Bissexuais e Travestis), conta nesta entrevista por que escolheu o tema e como foi o clima da sessão de fotos em um estúdio improvisado de São Paulo, cidade onde mora atualmente.

O que o motivou a fotografar a parada gay?

Nasci no Rio, mas cresci numa cidade do interior do estado chamada Itaocara (lá para os lados de Santo Antônio de Pádua, norte fluminense). Nessa cidade eixistiam dois ou três caras que eram homossexuais assumidos. Numa cidade do interior, eram um exemplo a não ser seguido, como você pode imaginar. Então, cresci com alguns preconceitos. Na adolescência voltei para o Rio e comecei a estudar música. Na escola de música, na cidade grande, comecei a perceber que gente que eu admirava e respeitava tinha a mesma orientação sexual que eu fui condicionado a rejeitar na infância, e os preconceitos começaram a ser quebrados. Então, ir à uma das maiores paradas gay do mundo e fazer esses retratos próximos, pessoais, com olho no olho, foi uma forma de colocar em foto essa quebra de preconceito. Eu poderia ter fotografado de longe, escondido, mas escolhi conversar, conhecer e interagir com as pessoas. O título da exposição, ‘Heterogêneo’, traz essa ideia de que, olhando de perto, pessoas são diferentes. Mesmo em um grupo que é visto de forma homogênea pela maioria, conseguimos perceber pensamentos, posturas, convicções e atitudes diferentes quando nos aproximamos. O ensaio não foi feito com a finalidade de levantar uma bandeira. Antes, ele fala da minha vergonha de viver em um mundo onde é necessário que se levantem bandeiras, seja ela gay, negra, religiosa, ou política. No meu mundo ideal viveríamos sem bandeiras. Não nos importaríamos com aparências, etnias, ou convicções religiosas. Um mundo onde ‘viado’ não é xingamento e ninguém precisa lutar pelo direito se casar com a pessoa que ama, onde ‘preto’ é só uma cor e não um rótulo social, ou de caráter, onde uma lua não é simbolo de terror e uma cruz não é sinônimo de ignorância. É a tal da utopia. É onde aquele menino de Itaocara gostaria de viver. Esse trabalho foi a forma que esse menino encontrou de mostrar que de tão diferentes, heterogêneos que somos, no final, somos muito mais próximos do que pensamos.

E como foi a abordagem? As pessoas ficavam à vontade? Muita gente recusou?

Como eu montei um estúdio portátil na frente de um prédio comercial da Av. Paulista, um grupo de amigos que estava fazendo um trabalho de conscientização distribuindo preservativos e folhetos me ajudou a trazer as pessoas. A maioria ficava à vontade. Adoravam, até! Eu dizia que a pessoa ia se ver como em uma capa de revista. Conversava um pouco, fazia alguns cliques dirigindo os fotografados, e quando eu mostrava as fotos vinha a gritaria. Elas realmente se achavam o máximo! Algumas pessoas passavam longe quando viam o meu pequeno estúdio. Uma troca de olhares era o suficiente pra entender que não queriam fotos.

Qual técnica você usou?

Eu usei uma octabox de estúdio, que é uma grande caixa que suaviza a luz, adaptada para um flash eletrônico compacto, desses que a gente vê os fotógrafos usando em cima da câmera. O flash era disparado remotamente por um sinal infravermelho em sincronia com a câmera. Com isso, consegui uma luz de estúdio bem no meio da Av. Paulista. O tempo nublado me ajudou a eliminar completamente a luz do dia e ter total controle sobre a iluminação. Escolhi os planos fechados e, na maioria das imagens, olhos nos olhos, para dar a ideia de cumplicidade do fotografado. Eu queria fotografar pessoas que comprassem a ideia e que ficassem felizes com o resultado das fotos. Sempre que eu falo desse trabalho eu cito o fotógrafo Rogério Reis, que fotografou pessoas no carnaval de rua em Santa Teresa em sua série ‘Na Lona’. Ele foi minha principal referência de linguagem para o ‘Heterogêneo’.”

Mais legal do que fazer uma exposição é poder falar do que se acredita. Uma vez, numa conversa de bar, ouvi de uma amiga fotógrafa uma citação do Boris Kossoy que não saiu da minha cabeça: “Uma foto só vale mais de mil palavras quando você tem mais de mil palavras para falar a respeito dela”. Fica aqui o meu agradecimento à Alice Sant’anna e ao coletivo Transcultura, que me deram esse espaço.

Flash Nikon com câmera Canon? Pode?
Mais uma da oficina no Rio. Essa da turma extra, no domingo. Obrigado Bia Souza, Magnolia Lustosa, Felipe Diniz e Jessica Andrade. 

Flash Nikon com câmera Canon? Pode?

Mais uma da oficina no Rio. Essa da turma extra, no domingo. Obrigado Bia Souza, Magnolia Lustosa, Felipe Diniz e Jessica Andrade. 

“Ah, mas eu não tenho radio, minha câmera não dispara por infra vermelho e meu flash não tem o modo Master.”
Existe uma belezurinha chamada fotocélula. É um sensor que percebe o disparo de um flash, qualquer flash, e dispara o flash em que ele está. No caso dos Sb-800 que usamos a fotocélula já está embutida (chamada de su-4). Então, ambos os flashes em modo su-4, Sb-600 no modo manual e potência mínima (1/64) em cima da câmera, cabeça direcionada para um dos Sb-800, e pimba! Poderíamos usar o Sb-800 como Master e o Sb-600 como slave no sistema de disparo da Nikon por infra vermelho? Poderíamos. E não usamos por que? Porque não quisemos. A vantagem da fotocélula é: qualquer flash pode disparar. A desvantagem da fotocélula é: qualquer flash pode disparar. Pois é, a mesma coisa que pode te salvar numa situação difícil, pode te colocar em maus lençóis, por exemplo, em um evento, onde todo mundo tem uma câmera que (sim!) dispara flash a todo momento. Se o seu flash não tem, a fotocélula pode ser comprada separadamente, em lojas de equipamentos fotográficos, ou pela internet. 
Aqui a Ellen queria que o mínimo de luz chegasse nas pedras ao fundo, então direcionamos o Sb-800 na sombrinha para fora, para o chão. Para não ter problemas com flare, a luz do flash de trás foi “bandeirada” com a mão mesmo. 

“Ah, mas eu não tenho radio, minha câmera não dispara por infra vermelho e meu flash não tem o modo Master.”

Existe uma belezurinha chamada fotocélula. É um sensor que percebe o disparo de um flash, qualquer flash, e dispara o flash em que ele está. No caso dos Sb-800 que usamos a fotocélula já está embutida (chamada de su-4). Então, ambos os flashes em modo su-4, Sb-600 no modo manual e potência mínima (1/64) em cima da câmera, cabeça direcionada para um dos Sb-800, e pimba! Poderíamos usar o Sb-800 como Master e o Sb-600 como slave no sistema de disparo da Nikon por infra vermelho? Poderíamos. E não usamos por que? Porque não quisemos. A vantagem da fotocélula é: qualquer flash pode disparar. A desvantagem da fotocélula é: qualquer flash pode disparar. Pois é, a mesma coisa que pode te salvar numa situação difícil, pode te colocar em maus lençóis, por exemplo, em um evento, onde todo mundo tem uma câmera que (sim!) dispara flash a todo momento. Se o seu flash não tem, a fotocélula pode ser comprada separadamente, em lojas de equipamentos fotográficos, ou pela internet. 

Aqui a Ellen queria que o mínimo de luz chegasse nas pedras ao fundo, então direcionamos o Sb-800 na sombrinha para fora, para o chão. Para não ter problemas com flare, a luz do flash de trás foi “bandeirada” com a mão mesmo. 

Review sobre os últimos lançamentos de câmeras, flashes e softwares

Primeiro a gente acha que domina o equipamento, que tira dele o que a gente quer, do jeito que a gente espera, que o equipamento é uma extensão do corpo. Depois, descobre que o equipamento só consegue dar o que pode mesmo, e olhe lá. Aí a gente tem duas opções: compra outra máquina pra tentar fazer o corpo absorver, ou devagarzinho começa a voltar a ser só gente.

Domingo, Jardim Botânico de Curitiba, um anúncio de última hora para acompanhar 3h da parte prática da Oficina de Flash. Não precisava fazer inscrição, pagamento, reserva, nada (é, de graça. Um tapa na cara da sociedade). Era só chegar e acompanhar. Muita gente perdeu por não ter como chegar ao local, ou porque estava destruindo a macarronada de domingo com a família e não viu o post anunciando. Mas esse era o espírito da coisa! Eu estaria lá, de qualquer forma. E rolou.

Domingo, Jardim Botânico de Curitiba, um anúncio de última hora para acompanhar 3h da parte prática da Oficina de Flash. Não precisava fazer inscrição, pagamento, reserva, nada (é, de graça. Um tapa na cara da sociedade). Era só chegar e acompanhar. Muita gente perdeu por não ter como chegar ao local, ou porque estava destruindo a macarronada de domingo com a família e não viu o post anunciando. Mas esse era o espírito da coisa! Eu estaria lá, de qualquer forma. E rolou.

Pra quem é de Curitiba e gosta de fotografar, estou agora mesmo no Jardim Botânico, em frente à estufa. e você tem duas horas pra chegar aqui e pegar uma versão “light” da Oficina de Flash das 14h às 17h. Não precisa mandar email, não precisa se inscrever, não precisa esperar. É só trazer o seu equipamento e acompanhar. Então para de ler, almoça correndo e vem!

Pra quem é de Curitiba e gosta de fotografar, estou agora mesmo no Jardim Botânico, em frente à estufa. e você tem duas horas pra chegar aqui e pegar uma versão “light” da Oficina de Flash das 14h às 17h. Não precisa mandar email, não precisa se inscrever, não precisa esperar. É só trazer o seu equipamento e acompanhar. Então para de ler, almoça correndo e vem!

Há dois anos eu ainda trabalhava como supervisor comercial em uma empresa no Rio e levava a fotografia como hobby. Na época eu estava lendo Barthes e algumas questões martelaram na minha cabeça a ponto de entrar em crise com a fotografia.

Dois professores antigos se aproximaram de mim com discursos diferentes. Um me convidou para uma aula e conversou comigo, me ajudando a entender aquela fase. O outro, disse que eu deveria “desencanar” das questões, o importante era fotografar com qualidade técnica, e tentou me vender um curso que ele ministrava.

Esse semana me dei conta de que faz um ano que eu comecei a ensinar. Parece que foi ontem, todo nervoso e sem jeito, que dei aquela primeira aula particular de fotografia básica na Urca. Um ano não é muito tempo. Esse texto serve como um lembrete para que eu pense sobre qual desses dois professores eu quero encarar quando estiver na frente do espelho nos próximos anos.

A dica do carnaval pra quem gosta de usar o flash é: primeiro faça a medição da luz ambiente que você quer e, baseado nessa medição, faça sua luz. :)

A dica do carnaval pra quem gosta de usar o flash é: primeiro faça a medição da luz ambiente que você quer e, baseado nessa medição, faça sua luz. :)

Como essa foto foi iluminada? (resposta no final)
O retrato desse cara muito bonito foi feito pelo Henrique Tarricone (@tarricone) durante a última Oficina de Flash em São Paulo, como um dos exercícios da oficina. Como você acha que a foto foi iluminada? Mande sua resposta para oficina@leoneves.net e você pode ganhar o livro The Great LIFE Photographers, com um pouco do trabalho dos maiores fotógrafos que já passaram pela revista LIFE, ou uma vaga em umas das oficinas. O sorteio será realizado dia 19/2, domingo, então você tem uma semana para pensar muito bem e responder!Boa sorte certeza na sua resposta! 

editado 20/2:

A maioria das pessoas erraram! Não tem um segundo flash iluminando o fundo nessa foto. A luz aqui foi feita apenas com um flash em um softbox octagonal.
“Mas tem muito contraste na imagem!” 
Sim. O octa não está apontando para o assunto, nem para a parede. Pelo contrário, ele está quase apontado para a câmera (!), o que faz do octa, do ponto de vista do assunto e do fundo, não mais um fonte redonda, mas oval, diminuindo a área iluminada.
“E como aconteceu esse degradê no fundo?” 
Apesar de não estar direcionada para eles, a fonte de luz está muito próxima do fundo e do assunto. Como só essa “tira” de luz está atingindo o fundo, surge essa luz suave meio diagonal. Aqui a gente trabalhou medindo a luz gerada pela borda do octa, não pelo centro.
Talvez um desenho ajude um pouco a entender.
Falando do sorteio, eu disse que quem respondesse poderia ganhar o livro, ou a vaga na oficina. Bem, o livro foi sorteado entre os (poucos) que acertaram a resposta, e vai para Marília Pedroso! Já a vaga da oficina foi sorteada entre os que erraram a resposta (pra não errar de novo) e, entre uns 20 nomes, levou a melhor Nicolas Gomes (que não é de São Paulo, então vai precisar vir, ou esperar rolar outra oficina em Brasília, que pretendo fazer ainda esse ano).
Obrigado a todo mundo que mandou seu chute e espero que a resposta tenha servido pra alguma coisa.

Como essa foto foi iluminada? (resposta no final)

O retrato desse cara muito bonito foi feito pelo Henrique Tarricone (@tarricone) durante a última Oficina de Flash em São Paulo, como um dos exercícios da oficina. Como você acha que a foto foi iluminada? Mande sua resposta para oficina@leoneves.net e você pode ganhar o livro The Great LIFE Photographers, com um pouco do trabalho dos maiores fotógrafos que já passaram pela revista LIFE, ou uma vaga em umas das oficinas. O sorteio será realizado dia 19/2, domingo, então você tem uma semana para pensar muito bem e responder!

Boa sorte certeza na sua resposta! 

editado 20/2:

A maioria das pessoas erraram! Não tem um segundo flash iluminando o fundo nessa foto. A luz aqui foi feita apenas com um flash em um softbox octagonal.

“Mas tem muito contraste na imagem!”

Sim. O octa não está apontando para o assunto, nem para a parede. Pelo contrário, ele está quase apontado para a câmera (!), o que faz do octa, do ponto de vista do assunto e do fundo, não mais um fonte redonda, mas oval, diminuindo a área iluminada.

“E como aconteceu esse degradê no fundo?”

Apesar de não estar direcionada para eles, a fonte de luz está muito próxima do fundo e do assunto. Como só essa “tira” de luz está atingindo o fundo, surge essa luz suave meio diagonal. Aqui a gente trabalhou medindo a luz gerada pela borda do octa, não pelo centro.

Talvez um desenho ajude um pouco a entender.

Falando do sorteio, eu disse que quem respondesse poderia ganhar o livro, ou a vaga na oficina. Bem, o livro foi sorteado entre os (poucos) que acertaram a resposta, e vai para Marília Pedroso! Já a vaga da oficina foi sorteada entre os que erraram a resposta (pra não errar de novo) e, entre uns 20 nomes, levou a melhor Nicolas Gomes (que não é de São Paulo, então vai precisar vir, ou esperar rolar outra oficina em Brasília, que pretendo fazer ainda esse ano).

Obrigado a todo mundo que mandou seu chute e espero que a resposta tenha servido pra alguma coisa.